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Por que a Susep virou as costas para o mercado de seguros?

Autarquia divide o mercado e atua pelo retrocesso disfarçado de inovação?

Nos dias de hoje fala-se muito em inovação, disrupção e boas práticas de mercado. A Superintendência de Seguros Privados (Susep) frequentemente coloca-se como percursora das mudanças no mercado segurador brasileiro, fato que não procede. O que se vê são diversos retrocessos disfarçados de inovação. O setor é composto por mais de 100 mil profissionais que estudam incansavelmente para proteger cada vez mais a população do país. Isso sem contar os executivos das seguradoras e demais operadores de empresas parceiras, além de terceirizados que atuam no setor.

Além da luta diária que todo empresário possui no seu dia-a-dia, os profissionais da corretagem ainda contam com forte oposição da autarquia que controla as operações do setor de seguros no Brasil. Ao invés de atuar como facilitadora de tais boas práticas, a Susep e sua superintendente vão na contramão de todo o mercado.

Ao assumir a posição de comandante da Susep, o Jornal do Seguro (JRS) realizou uma averiguação da trajetória de Solange como chefe da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), com o intuito de dar o devido destaque. Surpreendidos, os repórteres receberam a seguinte declaração de diversas pessoas ligadas à instituição: “Não sei porque querem fazer uma reportagem”. Outros adjetivos foram ditos durante a averiguação, que não convém serem reproduzidos neste artigo.

A partir disso, o sinal amarelo foi aceso. Afinal de contas, como alguém deixa tal percepção em uma passagem considerada – até então – bem sucedida por uma agência reguladora? Solange tocou a Anac no momento em que o Brasil vivia uma profunda crise no setor aéreo.

Desde então decorreram-se três anos de completo descaso pelas demais instituições e pelos operadores do setor de seguros.

Neste período, em apenas uma oportunidade foi possibilitado que os jornalistas pudessem fazer questionamentos para a senhora superintendente – em uma coletiva de imprensa onde houve tentativa de censura a qualquer tipo de registro em vídeo. Como ainda vivemos em uma democracia com liberdade de expressão e de imprensa, o JRS foi o único veículo jornalístico a registrar algumas das declarações dadas por Solange naquela ocasião.

Desde então, um verdadeiro vácuo de informações. Como esquecer de quando a superintendente disse que os corretores chegavam a ganhar mais de 50% de comissão em uma sessão deliberativa de comissão na Câmara dos Deputados? (Justamente aquela que tratou da apreciação da Medida Provisória 905/2019 – que propunha extinguir a profissão de corretor de seguros).

Neste cenário nebuloso, os parlamentares decidiram por deixar os profissionais da corretagem de fora da MP 905 e a Susep voltou a realizar a fiscalização dos corretores.

Foram diversas as tentativas de entrevistar a superintendente Solange Paiva Vieira, bem como promover o diálogo da autarquia com os espectadores. Todos os pedidos simplesmente foram ignorados pela equipe que realiza sua assessoria, que só retorna ou dá declarações quando é de seu interesse.

Nos últimos dias, o Jornal do Seguro (JRS) promoveu a Maratona da Inovação em Seguros – em uma verdadeira demonstração de união da categoria que contou com mais de 30 mil espectadores pelo YouTube. Participaram os dirigentes da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), da Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor), da Escola de Negócios e Seguros (ENS), além de diversos Sindicatos das Seguradoras, dos Corretores e demais entidades representativas do setor. A única entidade que não atendeu ao convite para participar foi a Susep, apesar de uma dezena de trocas de e-mails e ligações.

Essa recapitulação de acontecimentos faz lembrar da realização do Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, promovido pela Fenacor. Naquela oportunidade, Solange Vieira compareceu ao evento, mas literalmente escondeu-se das pessoas que estavam presentes. Ficou em cima do palco, escoltada, e sem conversar com nenhum dos demais representantes do setor.

Afinal de contas, por que a autarquia recusa-se a conversar com o mercado de seguros? Por que parece que quer atingir a categoria dos corretores e simplesmente virar as costas para todas as entidades e atores de um dos nichos mais sólidos e pujantes da economia nacional?

Pessoas vão e as instituições ficam. Ficam também os questionamentos.

Fonte: JRS Digital.

Sincor RN

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